Vantagens do Software Opcenter APS para Indústrias

Estoques são produtos ou materiais que estão disponíveis na empresa, até o instante de serem utilizados no processo produtivo ou serem enviados para a comercialização. Podem ser matérias-primas, produtos em processos, produtos acabados e demais insumos que a empresa utiliza e que necessitam ficar armazenados nas suas dependências.

As indústrias, principalmente as que utilizam o sistema de fabricação MTS (Make-To-Stock), são caracterizadas por possuírem grandes volumes de estoque – produtos CPG (Consumer packaged goods) – necessitando, por consequência, de um extenso espaço de armazenamento e, mais importante, de um bom planejamento de produção e previsão da demanda.

Com a evolução dos softwares no ambiente fabril, para gerenciamento de informações, passamos do MRP (Material Requirements Planning) para o MRP2 (Manufacturing Resource Planning), e depois para o ERP (Enterprise Resource Planning), entretanto, algumas questões não foram supridas, quando tratamos de planejamento da produção. Em muitos softwares de MRP, o planejamento calculado desconsidera a capacidade finita das fábricas, o que gera inúmeros equívocos no planejamento.

De acordo com Corrêa, Gianesi e Caon (2001):

 

“Há outra questão importante que não é tratada pelo MRP: há capaci-

dade suficiente para realizar o plano de produção sugerido pelo MRP?

Os recursos humanos e equipamentos são suficientes para cumprir o

plano no prazo?

As empresas que se utilizam apenas do MRP, dependendo do peso de

cada um desses custos na composição de sua estrutura, tem que

administrar um balanço entre as decisões de superestimar lead times,

manter capacidade em excessos ou gerenciar o nível de serviço à

clientes”.

 

Quando se trata de planejamento de produção, de médio e longo prazo, é necessário levar em consideração os estoques da empresa, entre eles, os produtos acabados, produtos semiacabados, materiais de embalagem e matéria prima. Dessa forma, a gestão estratégica de estoque torna-se imprescindível para a realização do controle de entradas e saídas de produtos. Além disso, as políticas de estoques devem estar definidas por produtos, e a acurácia dos produtos estocados deve estar em nível satisfatório.

Segundo Corrêa, Gianesi e Caon (2001):

 

“A existência de uma política clara facilita muito a tomada de decisão

do MPS no dia-a-dia.” 

Portanto, são necessários softwares com inteligência suficiente para gerenciar esses estoques, considerando, também, as variáveis de previsões de vendas, demanda, estoque inicial, ordens de compras e ordens de produção.

Software Opcenter APS, voltado para planejamento da produção, considera muitas informações para a tomada de decisão do que, quanto e quando produzir determinado produto. Além das variáveis acima mencionadas, são consideradas, por SKU (Stock Keeping Unit), as variáveis dias de cobertura mínimo, dias de cobertura alvo, taxa por hora no recurso ou quantidade por hora no recurso, quantidade mínima de produção, quantidade múltipla de produção, dias de validade, grupos de recursos de planejamento e calendários.

De acordo com os dados pré-definidos, o software realiza todos os cálculos por meio do RCCP (Roof cut capacity) ou corte grosso de capacidade, baseando-se na capacidade dos recursos de planejamento ou de seus grupos, definidos através de calendários. Assim, é possível apresentar um cenário de planejamento com capacidade finita.

O resultado apresentado pelo sistema é o MPS (Master Production Schedule) ou plano mestre de produção, e o total dias de cobertura por SKU período a período. Além de dispor de uma parte gráfica e interativa com o usuário, com possibilidade de alterações e visualização dos impactos instantaneamente, os alertas na janela livePlan, para produtos que estão críticos, são outra opção para tomada de decisões que o software oferece, conforme a figura 1.

Figura 1 – Exemplo de Gráficos do Software Opcenter APS

A projeção do estado futuro e a possibilidade de trabalhar com múltiplos cenários de planejamento também torna o software um diferencial no mercado. Assim, é possível responder com base na capacidade finita para o setor de compras quanto e quais matérias primas e materiais de embalagem são necessários comprar para o próximo período. Esse processo de compra e as definições das políticas garante a entrega para atender a demanda.

 

Segundo Guolo e Paris (2015):

 

“A capacitação e a melhoria desses processos tornam-se cada vez

mais um desafio e um diferencial para atender à demanda do mercado

e merecem ser contempladas de forma mais contundente no planeja-

mento estratégico e nas políticas das organizações.”

 

Com o uso do software Opcenter APS, as companhias podem eliminar as rupturas (Stock Out) e perdas de vendas; diminuir os custos de estoque; equilibrar a carga máquina e, ao mesmo tempo, melhorar o nível de serviço prestado aos clientes. Além disso, as organizações podem ter uma visão futura baseada em políticas e capacidades, a fim de antecipar diferentes situações, identificar eventuais faltas e obter respostas rápidas à variação da demanda.

 

Referências

 

CORRÊA, Henrique L; GIANESI, Irineu G. N; CAON, Mauro. Planejamento, programação e controle da produção: MRP II/ERP: conceitos, uso e implantação: base para SAP, Oracle Applications e outros softwares integrados de gestão. 4ª. ed. São Paulo: Atlas, 2001.

 

RUSSOMANO, Victor Henrique. Planejamento e Acompanhamento da Produção. 2ª. ed. São Paulo, SP: Pioneira, 1976.

 

GUOLO, Agnaldo; PARIS, Wanderson. Gestão da Produção. 1ª. ed. Curitiba, PR: Copyright Universidade Positivo, 2015.

 

Sobre o autor: Felipe Coelho Simas é consultor Siemens Opcenter APS / Preactor na APS3, Engenheiro de Produção pela PUCPR

Postado por Felipe Simas em 15/10/2020

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *