Total Cost of Ownership: o que é e o que considerar ao comparar SaaS vs On Premise

Entender o custo real de uma solução de software exige ir além do valor da licença ou da mensalidade. O Total Cost of Ownership revela impactos financeiros que só aparecem quando a operação já está rodando.

Em decisões de tecnologia, especialmente em ambientes industriais e corporativos, ainda é comum ver análises baseadas quase exclusivamente no preço inicial da solução. Seja o valor da licença perpétua de um software on-premise, seja a mensalidade de uma solução SaaS, muitos projetos nascem com uma visão limitada do que realmente será gasto ao longo do tempo. É justamente nesse ponto que o conceito de Total Cost of Ownership (TCO) ganha relevância estratégica.

Quando falamos de manufatura digital, sistemas MOM, MES ou plataformas corporativas críticas, a escolha errada não impacta apenas o orçamento de TI. Ela afeta previsibilidade, escalabilidade, segurança, disponibilidade e, no fim, a capacidade da empresa de sustentar crescimento com controle.

O que é Total Cost of Ownership (TCO)

Total Cost of Ownership, ou Custo Total de Propriedade, representa a soma de todos os custos associados a uma solução ao longo de todo o seu ciclo de vida. Não se trata apenas do custo de aquisição, mas de tudo o que é necessário para implantar, operar, manter, atualizar e eventualmente substituir um software.

Na prática, o TCO responde a uma pergunta simples, mas frequentemente ignorada: quanto essa solução realmente custa para a empresa ao longo dos anos?

Esse cálculo inclui custos diretos, facilmente mensuráveis, e custos indiretos, que muitas vezes só aparecem quando já é tarde para mudar de estratégia. É por isso que comparar um modelo on-premise com um modelo SaaS apenas pelo valor da licença ou da assinatura mensal leva a decisões distorcidas.

Custos do modelo on-premise que costumam ficar invisíveis

O software on-premise ainda faz parte da realidade de muitas empresas. Em alguns contextos, ele pode fazer sentido. O problema surge quando o cálculo de custos considera apenas a compra da licença e ignora tudo o que vem junto.

Infraestrutura de TI

No modelo on-premise, a empresa assume integralmente o custo de infraestrutura. Isso começa na aquisição de servidores, storages, dispositivos de rede e sistemas de backup. Não é um investimento pontual. Hardware envelhece, perde performance, exige upgrades e substituições periódicas.

Além da compra, há custos de manutenção, contratos de suporte com fabricantes, peças de reposição e tempo de indisponibilidade quando algo falha. Esses custos raramente aparecem na planilha inicial do projeto, mas acompanham toda a vida útil da solução.

Espaço físico, energia e climatização

Servidores não existem no vácuo. Eles precisam de espaço físico adequado, controle de temperatura, refrigeração contínua e fornecimento estável de energia. Em ambientes industriais ou corporativos maiores, isso significa salas dedicadas, sistemas de ar-condicionado redundantes, nobreaks e geradores.

Tudo isso gera custos fixos mensais e investimentos recorrentes. Mesmo em empresas que já possuem data centers próprios, a expansão de um novo sistema consome capacidade, energia e infraestrutura que poderiam ser usadas para outros fins.

Equipe de TI dedicada

Um software on-premise não funciona sozinho. Ele depende de profissionais especializados para instalação, configuração, monitoramento, atualizações, correções de falhas e suporte aos usuários.

Isso envolve salários, encargos, treinamentos constantes e, muitas vezes, dependência de pessoas-chave. Quando esse conhecimento fica concentrado em poucos profissionais, o risco operacional aumenta. Férias, desligamentos ou ausência inesperada impactam diretamente a continuidade do sistema.

Licenças de softwares complementares

Outro ponto frequentemente subestimado são os softwares adicionais necessários para que a solução funcione. Sistemas operacionais, bancos de dados, ferramentas de virtualização, antivírus, soluções de backup e monitoramento raramente estão incluídos no valor da licença principal.

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Cada um desses componentes tem seu próprio modelo de licenciamento, contratos de manutenção e ciclos de atualização. Ao longo dos anos, esse conjunto de licenças paralelas pode representar um custo relevante dentro do TCO.

Segurança da informação e riscos operacionais

No ambiente on-premise, a responsabilidade pela segurança é integralmente da empresa. Isso inclui investimentos em firewalls, sistemas de detecção de intrusão, políticas de backup, testes de recuperação de desastres e atualizações constantes para corrigir vulnerabilidades.

Além dos custos diretos, existem os riscos financeiros associados a paradas não programadas, falhas de segurança, perda de dados ou indisponibilidade do sistema. Em operações industriais, uma hora de sistema fora do ar pode significar atrasos de produção, perdas de material e impacto direto no faturamento.

SaaS e a mudança de lógica no TCO

O modelo SaaS (Software as a Service) surge justamente como uma resposta a essa complexidade. Em vez de a empresa assumir toda a estrutura necessária para operar o software, grande parte desses custos passa a ser absorvida pelo fornecedor e embutida em uma mensalidade previsível.

Isso não significa que SaaS “não tem custo”. Significa que o custo muda de natureza e se torna mais transparente, previsível e escalável.

Infraestrutura incluída no serviço

No SaaS, servidores, storage, disponibilidade, performance e escalabilidade fazem parte da responsabilidade do fornecedor. A empresa usuária não precisa investir em hardware nem se preocupar com ciclos de substituição.

Essa mudança reduz drasticamente o investimento inicial e elimina surpresas ligadas à obsolescência tecnológica. A infraestrutura cresce ou diminui conforme a demanda, sem projetos paralelos de expansão.

Menor dependência de equipe técnica interna

Embora a TI continue sendo estratégica, o esforço operacional diminui. Atualizações, correções, patches de segurança e monitoramento passam a ser gerenciados pelo provedor da solução.

Isso reduz a necessidade de equipes grandes dedicadas à manutenção da plataforma e libera profissionais para atuar em atividades de maior valor, como análise de dados, integração entre sistemas e suporte ao negócio.

Atualizações contínuas e previsíveis

No modelo SaaS, evoluções do sistema fazem parte do serviço. Não há projetos caros de upgrade, janelas longas de indisponibilidade ou versões defasadas por falta de orçamento.

Essa dinâmica reduz custos indiretos e mantém a empresa alinhada às melhores práticas do mercado, algo especialmente relevante em soluções de MOM e manufatura digital, onde inovação constante faz diferença competitiva.

Segurança como parte do serviço

Provedores SaaS operam em escala e investem continuamente em segurança, conformidade e resiliência. Isso dilui custos que seriam muito altos para uma empresa individual assumir sozinha.

Embora a responsabilidade nunca seja totalmente transferida, o nível de proteção, redundância e governança costuma ser superior ao que a maioria das empresas consegue manter internamente.

CAPEX, OPEX e o impacto financeiro da decisão

Um ponto central na análise de Total Cost of Ownership é a forma como os custos se enquadram entre CAPEX e OPEX, já que isso influencia diretamente orçamento, fluxo de caixa e governança financeira.
No modelo on-premise com aquisição de licença perpétua, o investimento inicial entra como CAPEX, pois a empresa está adquirindo um ativo de capital. Esse desembolso ocorre logo no início do projeto e costuma incluir licença do software, infraestrutura, servidores e componentes associados. Além do impacto imediato no caixa, esse modelo exige depreciação contábil ao longo do tempo e tende a concentrar grande parte do custo no começo da jornada, mesmo antes de o sistema gerar retorno operacional.
Já no on-premise por assinatura, apesar de o software continuar sendo instalado e operado internamente, o custo da licença deixa de ser um investimento de capital e passa a ser tratado como OPEX. Nesse cenário, a empresa não adquire o ativo, mas paga pelo direito de uso recorrente. Ainda assim, permanecem os custos estruturais típicos do on-premise, como infraestrutura, equipe de TI, segurança e manutenção, que continuam pressionando o TCO ao longo do tempo.
No modelo SaaS, a lógica é integralmente orientada a OPEX. Os custos se distribuem de forma recorrente e previsível, normalmente em mensalidades ou anuidades que já incorporam infraestrutura, atualizações, disponibilidade e segurança. Essa abordagem reduz a necessidade de grandes desembolsos iniciais, melhora o planejamento financeiro e facilita ajustes conforme o crescimento, a sazonalidade ou a expansão da operação.
Para muitas organizações, essa previsibilidade e a redução de exposição a investimentos rígidos são tão relevantes quanto o valor absoluto do custo, especialmente em cenários de transformação digital contínua.

TCO como ferramenta de decisão, não como planilha

Mais do que um exercício financeiro, o TCO deve ser encarado como uma ferramenta estratégica. Ele ajuda a responder perguntas que vão além do orçamento:

  • Essa solução acompanha o crescimento da empresa?
  • O risco operacional está sob controle?
  • A TI está focada em sustentar o negócio ou apenas em manter sistemas funcionando?
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Quando o TCO é ignorado, decisões aparentemente econômicas se transformam em sistemas caros, rígidos e difíceis de evoluir.

SaaS, MOM e manufatura digital em um novo patamar

Na indústria, essa discussão ganha ainda mais peso. Sistemas de MOM como MES, APS e QMS precisam acompanhar variações de demanda, mudanças de mix, novas plantas e integrações cada vez mais complexas.

Soluções SaaS modernas permitem uma abordagem modular, escalável e alinhada à realidade operacional. É exatamente nesse contexto que a Siemens se posiciona com soluções que combinam robustez industrial e flexibilidade tecnológica.

Com a APS3, essa visão se traduz em projetos aplicados à realidade brasileira, conectando estratégia, tecnologia e execução. O Opcenter X representa essa nova geração de soluções de gestão de operações de manufatura (MOM): SaaS, modular, com TCO previsível e foco em resultado.

Avaliar uma solução apenas pelo preço é olhar para o retrovisor. Considerar o Total Cost of Ownership é dirigir com o mapa completo em mãos. Para quem busca previsibilidade, escalabilidade e controle real de custos em MOM e manufatura digital, essa diferença define o sucesso do projeto.

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